6.1.11

Vi em ti, desde o início, uma personalidade recheada de justiça. No entanto, não vejo qualquer tipo de justiça nas tuas acções.
És agora apenas uma fotografia ao lado da minha insónia. Uma memória que me fala sobretudo, como todas as memórias, daquilo que não existiu. Meticulosamente, de cada vez que me esforço por reter-te, começo a lembrar-me de ti. Tudo em ti tem asas, agora - o teu riso, os teus passos.
Até nas poucas frases que de ti recordo, há um restolhar de penas. E deslizo para esta solidão demasiado humana...
Tenho saudades tuas. Tenho muitas saudades tuas.