8.3.11

Acordo para mais um dia de horas infinitas. Abro os olhos e procuro à minha volta um vestígio de ti. Não te vejo. Respiro fundo, e tento sentir o teu cheiro. Estendo as mãos tentando tocar-te; talvez a visão perturbada de alguém que tanto quero esteja a trair. Não te sinto. Fecho os olhos e nesses breves segundos, ocupas todo o meu ser. As paredes que me cercam continuam mortas. Não há nenhuma marca tua. O ar à minha volta torna-se pesado assim como a tua ausência. O passar das horas parece-me indefinido. É tempo demais longe de ti. A minha mente perdida chama constantemente o teu nome. Ecos de vazio voltam como resposta. A sombra de mim acompanha-me nesta árdua busca. Apesar do infinito dos dias, continuo ainda a incessante busca de te procurar.