Penso tanto que ás vezes até sinto a dor de pensar. E tu, pensaste em mim enquanto morrias? Dava tanto dinheiro para obter esta resposta desde que fosse a verdade. E a tua morte, quando é que a posso matar? Nos meus sonhos, tu existes. Vens-me buscar e seguimos rumo para um corredor escuro e frio. No fundo do corredor viras o rosto e fixas-me com esse breve olhar e vejo que já não és tu. Acordo, com a respiração ofegante e tenho dificuldade em separar-te da caveira. Vejo-te ossos, nervos e pele enegrecendo nos retratos, um sorriso cáustico flutuando no silêncio do meu quarto. E tudo cheira a velhice, à podridão instantânea em que te tornaste. Não querias que eu te visse morta e hoje puno-te por isso.