30.11.10

Vou à janela e fumo o meu último cigarro. Hoje o dia corresponde à minha natureza: está frio como as minhas mãos geladas, que congelam à busca de uma história incessante de amor para contar, as pessoas usam chápeus de chuva para protegerem do céu, que hoje está triste e também tem direito a chorar. As folhas das árvores, caídas no chão, com os tons fortes, amarelados e de um vermelho cereja que caíem porque está na época dos troncos se despirem, como corpos. Hoje sou eu, toda a decadência e frieza que há em mim, toda a arte decadentista e todo o sentimento puro de ser uma artista.